Positividade

21 coisas que aprendi com O Pequeno Príncipe

Li de novo O Pequeno Príncipe há pouco tempo e sabe quando você começa a olhar para uma coisa já conhecida de forma diferente porque descobriu coisas que não desconhecia a seu respeito? Foi assim comigo e O Pequeno Príncipe.

O Pequeno Príncipe 1

O Pequeno Príncipe

Esse livro é de uma delicadeza e sutileza incríveis. Apesar de dizerem que é um livro infantil (é, os adultos são mesmo estranhos e adoram rotular as coisas), eu considero um livro adulto. Um livro que fala sobre como a simplicidade da vida anda esquecida e sobreposta com coisas que não têm muita importância, se formos realmente pensar a respeito.

O problema é que não temos tempo para pensar a respeito de nada. Computador, celular, tablet, video-game, trabalho, academia, cursos, escola, faculdade, enfim, são tantas as coisas e as ocupações que o primordial vai sendo deixado em segundo plano.

Eis então as 21 coisas que aprendi com O Pequeno Príncipe em cada questionamento e conclusão dele:

O Pequeno Príncipe 2

1. O valor das coisas não estão nos números

“Se lhes dou esses detalhes sobre o asteróide B 612 e lhes confio o seu número, é por causa das pessoas grandes. Elas adoram os números. Quando a gente lhes fala de um novo amigo, as pessoas grandes jamais se interessam em saber como ele realmente é. Não perguntam nunca: ‘Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que ele coleciona borboletas?’ Mas perguntam: ‘Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?’ Somente assim é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: ‘Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado…’, elas não conseguem, de modo algum, fazer uma ideia da casa. É preciso dizer-lhes: ‘Vi uma casa de seiscentos mil reais.’ Então elas exclamam: ‘Que beleza!’ (…) Elas são assim mesmo. É preciso não lhes querer mal por isso. As crianças devem ser muito tolerantes com as pessoas grandes”

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2. Não devemos deixar para amanhã o que se pode fazer hoje

“Os baobás antes de crescerem são pequenos”

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3. As melhores coisas da vida são as consideradas “pequenas”

“Quando a gente está muito triste, gosta de admirar o pôr-do-sol”

“Conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão contas. E o dia todo repete, como tu: ‘Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!’ E isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo”

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4. O amor concede beleza ao olhar

“Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando a contempla. Ele pensa: ‘Minha flor está lá, em algum lugar…’ Mas se o carneiro come a flor, é, para ele, como se todas as estrelas repentinamente se apagassem!”

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5. As dificuldades existem para crescermos e o crescimento nos faz melhores

“É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”

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6. Quando viramos adultos ficamos “estranhos”

“As pessoas grandes são de fato muito estranhas: algumas pessoas acham que todos são seus súditos, outras que todos são seus fãs (os vaidosos só ouvem os elogios), há aqueles que bebem para esquecer a vergonha de que bebem, os que vivem em função de números e do que possuem, os que vivem em função de normas e da rotina e os que têm medo do desconhecido.”

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7. É preciso saber delegar

“‘Se eu ordenasse’, costumava dizer, ‘ que um general se transformasse numa gaivota, e o general não me obedecesse, a culpa não seria do general, seria minha”

“‘É preciso exigir de cada um o que cada pode dar – replicou o rei – A autoridade se baseia na razão'”

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8. Que muitas vezes nos sentimos sozinhos, mesmo no meio de um montão de gente

“Entre os homens a gente também se sente só”, disse a serpente

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9. Que sempre há mais para aprender, do que o que achamos que sabemos

“O pequeno príncipe atravessou o deserto e encontrou apenas uma flor. (…) Onde estão os homens? – perguntou ele educadamente. – Os homens? Eu creio que existem seis ou sete. Vi-os faz muito tempo. Mas não se pode nunca saber onde se encontram. O vento os leva. Eles não têm raízes. Eles não gostam das raízes”

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10. Que devemos ser aqueles que ‘falam primeiro’ e não mero eco do que já foi dito

“‘Que planeta engraçado’, pensou então. ‘É completamente seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz… No meu planeta eu tinha uma flor; e era sempre ela que falava primeiro.”

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11. Que cativar significa criar laços

“É algo quase sempre esquecido – disse a raposa – Significa criar laços”

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12. Que só conhecemos de verdade o que cativamos

“A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tudo queres um amigo, cativa-me!”

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13. Que esquecemos dos rituais ou não damos valor a eles

“… é o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas”

Crie seus rituais: dia de comer pizza, dia de fazer a unha, dia de ler um livro, dia de acender uma vela e tomar um vinho. Torne sua vida mais especial, com pequenas coisas.

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14. Que aqueles que cativamos são únicos no mundo para nós

“Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo”

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15. Que só se vê bem com o coração

“O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração”

“O que torna belo o deserto – disse o principezinho – é que ele esconde um poço em algum lugar. (…) quer seja a casa, as estrelas ou o deserto, o que os torna belo é invisível!

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16. Que devemos valorizar nosso tempo

“Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a fez tão importante”

Em que estamos investindo nosso tempo?

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17. “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

Temos sido responsáveis por aqueles que cativamos durante a vida? Ligamos, escrevemos, nos importamos?

18. Que muitas vezes não sabemos para onde estamos indo e nem aproveitamos a paisagem

“O que é que estão procurando? – Nem o homem da locomotiva sabe – disse o manobreiro. (…) – Não correm atrás de nada – disse o manobreiro – Estão dormindo lá dentro, ou bocejando. Apenas as crianças apertam seus narizes contra as vidraças.”

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19. Que muitas vezes compramos coisas desnecessárias

“Era um vendedor de pílulas especiais que saciavam a sede. (…) É uma grande economia de tempo, disse o vendedor. Os peritos calcularam. A gente ganha cinquenta e três minutos por semana. ‘Eu’, pensou o pequeno príncipel, ‘se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, iria caminhando calmamente em direção a uma fonte”

20. Que a beleza da vida está na simplicidade

“Os homens do teu planeta – disse o pequeno príncipe – cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram, e, no entanto, o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa, ou num pouco de água…”

“É como com a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é bom, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.”

21. Que devemos morrer para esse mundo para voltarmos ao que realmente importa na vida

“Permaneceu, por um instante, imóvel. Não gritou. Tombou devagarinho, como tomba uma árvore. Nem fez sequer barulho, por causa da areia”

-*-

Em um mundo onde cada vez mais o que importa é o que se tem, o que se compra, a quantidade de dinheiro no banco e o quanto do tempo está ocupado, as pequenas alegrias da vida vão sendo cada vez mais deixadas de lado, dando lugar ao stress, depressão, vazio.

Por que trabalhamos dia após dia em empregos que não são exatamente o que a gente sonhou, por que empurramos nossos sonhos para debaixo do tapete, por que sorrir para um estranho virou coisa de louco e dizer bom dia ao vizinho quase um milagre?

Interpreto o final do livro dessa forma: que para vivermos uma vida mais plena, mais conscientes, mais presentes, precisamos morrer para esse mundo de tanta correria e ostentação e voltarmos mais para dentro, para o que diz o coração.

Foi ele que me ensinou: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

[Fotos We <3 It – O pequeno príncipe – Antoine de Saint-Exupéry]

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3 Comentários

  • Reply Anne 26 de novembro de 2015 at 11:21

    Desculpa, mas tenho que discordar do 13. Não tem dia de ler, dia de ler é todo dia.
    […]Livro nosso de cada dia nos dai hoje…

    • Reply Paty Pegorin 27 de novembro de 2015 at 10:45

      Oie!

      Primeiramente obrigada pelo comentário.

      Você tem toda razão, eu concordo plenamente com você.

      Mas vou te explicar o que quis dizer ali: pra quem lê zero livros por mês, ter um dia por semana para leitura não é nada mau não é verdade?

      No meu caso também, todo dia é dia de ler, mas para algumas pessoas infelizmente isto está bem longe da realidade.

      Este era o foco, fazer das coisas que a gente ainda não faz, um ritual, uma nova prática, um hábito.

      Acho que não ficou bem explicado desta forma por lá, mas depois edito o post com mais detalhes. Obrigada!

      Um beijo.

  • Reply Cilene Marinho 4 de junho de 2016 at 09:49

    Emocionante! Estou realmente tocada com o destaque que deu a esses trechos tão profundos…. li há tantos anos e ja não me lembrava de toda sua importância e delicadeza. Vou reler. Obrigada….

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    Rodapé - Paty Pegorin

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